Rosangela é uma imigrante brasileira que deixou para trás uma carreira na indústria farmacêutica e hoje sonha poder ter um emprego fixo; Danilo dedica a vida à luta contra a precariedade laboral, mas sempre teve salários baixos; Alice, Guiomar, Rui e António estão desempregados, são mulheres e homens atirados para a margem.

Todos com mais de 45 anos, têm em comum uma vida de trabalho em cima e partilham a dificuldade em encontrar um emprego com um salário digno, que lhes pague as contas.

EM CONDIÇÕES NORMAIS, EU NÃO TERIA DOIS TRABALHOS

O dia em que Danilo Moreira foi intimado a sair pelas traseiras da empresa, durante uma visita da inspecção do trabalho, acendeu-lhe o rastilho do combate às injustiças.

Tem 45 anos, é operador de call center há 23 e nunca foi directamente contratado pelas empresas para as quais trabalhou. A precariedade laboral é um dos fogos que tenta extinguir todos os dias. Mas não é o único: também o encontramos de megafone em riste na linha da frente das manifestações anti-racistas, anti-fascistas e pela justiça climática.

Sentado diante do computador, de auriculares postos e bloco de notas à mão, está em contagem decrescente para se juntar a um grupo de trabalhadores de call center que exigem a rescisão dos contratos de trabalho.

Um pedido que, até agora, lhes tem sido, dia após dia, negado.

Sentado diante do computador, de auriculares postos e bloco de notas à mão, está em contagem decrescente para se juntar a um grupo de trabalhadores de call center que exigem a rescisão dos contratos de trabalho.

Um pedido que, até agora, lhes tem sido, dia após dia, negado.

A sala do Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (STCC) está encaixada ao fundo das instalações da BASE-FUT — Frente Unitária de Trabalhadores, em Lisboa.

É um sítio pequeno para o tamanho da luta que ali se trava.

Uma luta que transborda pelas mesas — forradas com cartazes, folhetos, t-shirts e faixas de manifestações.

A luta destes trabalhadores é a luta de Danilo.

É um sítio pequeno para o tamanho da luta que ali se trava.

Uma luta que transborda pelas mesas — forradas com cartazes, folhetos, t-shirts e faixas de manifestações.

A luta destes trabalhadores é a luta de Danilo.

A luta destes trabalhadores é a luta de Danilo.

Há uns anos, eu trabalhava como estafeta numa agência de viagens, a recibos verdes, mas tinha um horário fixo.

Durante muito tempo, tentei sondar a empresa para perceber se haveria abertura para me passarem a contrato, mas não…

Decidi denunciar a situação à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Os responsáveis da agência estavam descansados. Como era estafeta, andava sempre na rua, podiam ir lá dez inspecções e nunca me apanhavam. Foi por isso que fiquei com o contacto de um dos inspectores, para o avisar quando estivesse por lá.

Naquele dia, quando cheguei à empresa, estive o tempo todo a empatar para não sair. O inspector entrou, apresentou-se, perguntou o nome das pessoas que trabalhavam lá, o que é que faziam e há quanto tempo. Depois, começou a pedir os contratos de todos. É claro que o meu não existia.

Mandou chamar-me e apareceu logo uma pessoa da contabilidade.

— Danilo, o inspector chamou-te, mas o ideal é saíres pelas traseiras. Dissemos-lhe que tu já tinhas ido fazer os serviços na rua.

Saí pelas traseiras e só depois soube do desfecho:

fizeram-me um contrato efectivo.

Saí pelas traseiras e só depois soube do desfecho: fizeram-me um contrato efectivo.

Ao fim de sete anos deixei essa empresa.

Face ao trabalho que tínhamos, era muito mal remunerado.

Havia dias em que chegava a sair de lá às duas da manhã.

Ao fim de sete anos deixei essa empresa. Face ao trabalho que tínhamos, era muito mal remunerado. Havia dias em que chegava a sair de lá às duas da manhã.

Danilo baloiça uma caneta na mão e faz rabiscos numa folha de papel à medida que vai falando. As palavras saem-lhe em catadupa com o entusiasmo de quem tem pressa em ver (e fazer) um mundo melhor. As datas são o seu calcanhar de Aquiles: é como se a vida se lhe acontecesse num contínuo, sem pausas para respirar. De facto, corre atrás do prejuízo desde o primeiro dia de trabalho. E essa é uma maratona impossível de esquecer.

A agência de viagens não foi o meu primeiro emprego.


Comecei a distribuir publicidade a recibos verdes quando ainda estava no 11.º ano: trabalhava de dia e estudava à noite.

Decidi não ir para a faculdade para evitar sobrecarregar a minha mãe.

Meses depois, fui trabalhar para uma empresa de animação e decoração de festas, também a recibos verdes.

Aceitava os trabalhos conforme a disponibilidade. Uns mal pagos, outros nem tanto. Estive lá dois anos e meio e consegui juntar algum dinheiro com a ideia de ir viver sozinho.

Logo a seguir, fui trabalhar como empregado de mesa numa casa de bingo.

Seis meses mais tarde, fiz uma viagem a Cabo Verde — as últimas férias grandes que tive.

Tinha 22 anos.

E, quando voltei, fui viver sozinho.

Entretanto, entrei no meu primeiro call center.

Saía da agência às 18h30 e, três vezes por semana, fazia o turno das 19h às 23h.

Nessa empresa, faziam contratos de trabalho anuais.

Ao terceiro, propunham que ficássemos duas semanas sem ir trabalhar e, depois, faziam um novo contrato.

Era uma política reiterada para não passarem as pessoas a efectivas.



Tentei resolver a situação pela via legal, mas não consegui. Acabei por sair um ano e tal depois.

A partir daí, trabalhei sempre em call centers. Na maior parte do tempo, em dois em simultâneo: um com horário completo e outro em part-time.



Em todos, fui contratado por empresas de trabalho temporário (ETT) e de outsourcing. .

As empresas de trabalho temporário estabelecem um contrato de utilização de trabalho temporário com as empresas utilizadoras. As primeiras comprometem-se a ceder trabalhadores às segundas em troca de uma retribuição. O trabalhador responde perante duas entidades: a empresa de trabalho temporário, que recruta, contrata e tem poder disciplinar sobre ele; e a empresa utilizadora, que dá instruções sobre o modo de executar o trabalho, cede as suas instalações e comunica alterações de horários, mapas de férias etc.

No caso do modelo de outsourcing, há um contrato de prestação de serviços entre a empresa de outsourcing e a empresa cliente. A primeira assume a gestão de determinado serviço que a segunda quer ver realizado. O trabalhador responde perante a empresa de outsourcing, que recruta, contrata, faz as comunicações necessárias e exerce sobre ele o poder disciplinar. Ainda que os trabalhadores estejam fisicamente nas instalações da empresa cliente, esta não é a sua entidade patronal. Fonte

Hoje, trabalho em duas empresas: uma de outsourcing e outra de trabalho temporário.

De segunda a sexta, num call center; ao fim-de-semana, das 14h às 23h, no outro.

Ganho 870 euros.

Em condições normais, não teria dois trabalhos.

Em condições normais, não teria dois trabalhos.

Agora, juntando os baixos salários à instabilidade, se um correr mal,

tenho margem de manobra para aumentar
a carga horária no outro e poder procurar um novo.

Dá-me segurança de que não ficarei desfalcado de um dia para o outro.

Há pouco tempo, passei a efectivo na empresa de trabalho temporário e estou quase a ficar também na de outsourcing.

Antes, a única altura em que estive efectivo, com contratação directa, foi durante cinco dos sete anos que passei na agência de viagens. Ainda assim, os salários continuam a ser baixos, não há outra hipótese.

Danilo fala dos malabarismos a que é obrigado como quem já se habituou a eles, não porque considere que esta é uma situação normal ou aceitável, mas porque não lhe resta alternativa. Quando chega o final do mês, trata-se de uma questão de sobrevivência.

Dificilmente se consegue ficar efectivo nestes regimes. As empresas não querem fazer esse tipo de contrato. A pessoa fica refém… E é também alvo de chantagem.

“Se não atingires determinados objectivos, podes perder o cliente e ser despedido”, dizem-nos.

Existe uma instabilidade constante, com contratos a termo incerto, contratos mensais renováveis… Quem está numa empresa de outsourcing ou de trabalho temporário, fica normalmente excluído da contratação colectiva.

A convenção colectiva de trabalho (CCT) é “um acordo celebrado entre associações de empregadores e de trabalhadores, com o objetivo principal de estipular condições de trabalho (salários, férias, duração de trabalho, etc)”. Há três tipos de CCT: contrato colectivo de trabalho, “entre associações de empregadores e trabalhadores”; acordo colectivo de trabalho, “entre uma associação sindical e uma pluralidade de empregadores para diferentes empresas”, e acordo de empresa, “entre uma associação sindical e uma entidade patronal para uma só empresa”. Fonte

A convenção colectiva de trabalho (CCT) é “um acordo celebrado entre associações de empregadores e de trabalhadores, com o objetivo principal de estipular condições de trabalho (salários, férias, duração de trabalho, etc)”. Há três tipos de CCT: contrato colectivo de trabalho, “entre associações de empregadores e trabalhadores”; acordo colectivo de trabalho, “entre uma associação sindical e uma pluralidade de empregadores para diferentes empresas”, e acordo de empresa, “entre uma associação sindical e uma entidade patronal para uma só empresa”. Fonte

Estas empresas são subterfúgios legais para diminuir o poder organizativo dos trabalhadores. Têm um batalhão de empregados que não são deles.



Por exemplo, eu estou há 16 anos na PT (actual Altice Portugal), mas já trabalhei para três ou quatro empresas de trabalho temporário.



Há muitos sítios em que fazem contratos de formação, que de formação têm pouco.

Duram um par de semanas: se os trabalhadores ficarem, recebem um valor baixo; se desistirem ou não passarem à fase seguinte, não recebem nada.

Também há contratos de formação on the job, que não são mais do que trabalho efectivo.

Chegam a ser de três meses e, de repente, dizem-te que não precisas de aparecer mais.

Depois, a pessoa quer ir reclamar e não sabe bem onde.

A ACT vai dizer que não é com eles, porque não é um contrato de trabalho. O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) também não vai saber lidar com aquilo, porque não é uma formação normal.

Todo este esquema faz com que as empresas poupem dinheiro, porque não pagam impostos, Segurança Social…

Não pagam nada.

A pessoa entra hoje a ganhar o ordenado mínimo e daqui a dez anos está a ganhar o mesmo.

Não há progressão salarial.

O call center é bastante desgastante devido ao ritmo das coisas.

O call center é bastante desgastante devido ao ritmo das coisas.

Tem de se estar a falar com os clientes — seja a vender ou a esclarecer —, pesquisar no sistema informático e a fazer registos.

Quando entrei, as coisas mudavam com menos regularidade. Hoje, com a concorrência nacional e internacional, é preciso uma adaptação constante.

Ao fim de meia hora, dá para saber se fizemos três ou dez questionários, se o computador foi abaixo um minuto, quanto tempo durou cada chamada.

Consegue-se ter uma radiografia do dia de trabalho em tempo real.

É um controle brutal.

Quando eu dava formação, ensinava como é que se podia beber um copo de água entre atender um cliente e outro.

Em Espanha, há uns anos, fizeram um acordo para que houvesse um intervalo mínimo de entre 15 a 25 segundos entre chamadas. Em Portugal, ou não há, ou é de dois ou três segundos.

Depois, também é preciso ir à casa de banho. As pausas são curtas e mal geridas. Num turno de quatro horas, há uma pausa de 15 minutos. E pode calhar entrarmos às 9h, sairmos às 13h, e só nos deixarem fazer pausa às 12h30.

A maior parte das pessoas entra em esgotamento ou depressão.

Além disso, estamos sempre a falar. Há pessoas que ficam roucas. Também há quem tenha tendinites, problemas de costas e problemas auditivos.

Sempre ganhei o salário mínimo nos call centers. A diferença é que há campanhas com comissões melhores do que outras. As empresas agarram-se a estas remunerações variáveis, porque sabem que só meia dúzia de pessoas é que atingem os objectivos. Se houver mais, no mês a seguir mudam.

Apesar de tudo, houve alturas em que estive motivado, quando ocupei cargos de chefia intermédia e podia dar formação e gerir equipas. Fui supervisor numa linha de apoio médico ao domicílio — gostava desse trabalho. Era responsável por 50 pessoas, dez estavam no call center e as outras na rua.

Já tentei fazer outras coisas, continuo a enviar currículos e, às vezes, consigo algumas. Há anúncios que me excluem porque não tenho curso superior. Há outros em que oferecem o ordenado mínimo. E ordenado mínimo por ordenado mínimo…

O aparecimento do Sindicato dos Trabalhadores de Call Center foi um grande incentivo, porque pensei: “Agora vai haver alguma resistência colectiva.” Uma coisa é deparar-me com uma irregularidade e querer resolvê-la sozinho; outra, é fazê-lo em conjunto e com as ferramentas sindicais.

Há quem saia do trabalho sem ter energia para actividades lúdicas. Comigo é ao contrário: posso sair desgastado, mas preciso de escapes.

Embora seja na minha área de trabalho, o sindicalismo torna-se um escape porque há uma correlação de forças diferente. Há muito que me preocupo com as questões laborais, mas agora tenho mais vontade de lutar.

Ao longo dos anos, conseguimos coisas concretas, e isso também dá ânimo.
Consigo ver uma luz ao fundo do túnel.

Danilo faz orelhas moucas ao cansaço e desdobra-se em diversas causas. O activismo não é só o que faz, mas aquilo que é. Não por acaso, termina todos os telefonemas a desejar “Força!” ou “Coragem!”. Quando fala, a palavra “luta” é das que mais repete, como se não houvesse vocábulo mais versátil: é o substantivo que o conduz para dias melhores e o verbo-arma contra a desigualdade.

O bichinho do sindicalismo surgiu quando tinha oito anos. Conheci um senhor que trabalhava na Lisnave [empresa de construção naval cujos trabalhadores encabeçaram algumas das mais importantes lutas laborais do final do século XX] e ele falava-me do que se estava a passar na empresa. Vi que havia ali muita luta.

Mais à frente, a situação dos falsos recibos verdes na agência de viagens obrigou-me a procurar mais informação. Foi aí que bati à porta de um sindicato pela primeira vez.

Um ano depois de termos criado o Sindicato dos Trabalhadores de Call Center, pensei: “Isto é de loucos. É um contra-senso.”



A maior parte das pessoas não gosta e não quer trabalhar num call center. Só o faz por falta de oportunidade nas áreas em que se formou.



Quase todos querem sair dali. Para quê lutar por uma coisa de que se quer fugir?


Há sindicatos que têm 50 dirigentes. O nosso tem sete e não é fácil arranjá-los. Já fizemos três eleições de direcção e nunca houve mais do que uma lista.

Ainda há muita gente que tem vergonha de dizer que trabalha num call center, mas é uma profissão tão digna como qualquer outra.

A dignificação e regulamentação da profissão tem sido uma das nossas lutas. Há cursos técnico-profissionais de call center e cursos superiores de gestão de contact center, mas a profissão de operador não está regulamentada.

Em 2019, lançámos ao Governo o desafio de a regularizar. O assunto foi discutido na Assembleia da República e ficaram de fazer um estudo — até hoje.

Ser sindicalista tem consequências no trabalho.

Já me disseram que estava a prejudicar o serviço com os ajustes de horários por questões sindicais.

Também já tive erros no salário com o objectivo de me demoverem de tirar as horas de direito sindical.

Num dos trabalhos tentaram despedir-me duas vezes, mas não conseguiram. Este ano, levei-os a tribunal por causa de uma questão relacionada com o teletrabalho.

Claro que vão fazer mais tentativas.

Se pudesse escolher, daria formação seis horas por dia e frequentava formações nas outras duas.

Costumo dizer que sou formando e formador. Gosto de estar sempre actualizado e aprender com várias pessoas sobre coisas distintas.

Já tirei mais de 100 cursos em marketing, gestão financeira, recursos humanos, informática, coaching e direitos humanos.

Gosto de dar formação sobre direitos humanos, comunicação, gestão de reclamações e elaboração de currículos.

De vez em quando, sou desafiado para falar sobre outros temas. Por exemplo, já dei formação sobre temas relacionados com as alterações climáticas.

Tenho de recuar à minha infância para falar de activismo.

Achava a prisão do Nelson Mandela uma coisa esquisita: acompanhei o processo, a libertação, o próprio apartheid.

Na escola, insurgia-me contra o bullying que faziam com colegas mais frágeis.

Foi um processo contínuo de tomada de consciência de várias injustiças.

Na escola, insurgia-me contra o bullying que faziam com colegas mais frágeis.

Foi um processo contínuo de tomada de consciência de várias injustiças.

Um amigo expulso de casa por rejeitar a religião da família; outro discriminado por ser homossexual. O racismo — essa lança afiada que se lhe crava no corpo... Não tinha como encolher os ombros. A Danilo, o activismo corre-lhe pelas veias desde que se lembra de ser gente.

Considero que tudo o que faço fora do trabalho é lazer. Acima de tudo, revitaliza-me.

No confinamento, como não podia sair, juntei-me a mais três organizações. Há pouco tempo, inscrevi-me nos bombeiros.

Ando sempre a fazer escolhas: se há duas actividades à mesma hora, a qual é que vou? Até aos 32 anos, achava que podia dormir o mínimo possível.

Agora, preciso de tempo para descansar.

Tenho amigos e familiares que me dizem:

— Com os teus conhecimentos, tiravas o brinco e as rastas, punhas um fatinho e arranjavas um emprego melhor.

Não tenho dúvidas disso. A questão é se estou disposto a colaborar com o sistema que abomino. Sou um bocado teimoso. Convicto.

Continua a existir preconceito nos processos de recrutamento. De antemão, quando envio um currículo, só ponho fotografia se for obrigatório.



Já tive situações em que receberam o meu currículo, telefonaram-me, parecia tudo encaminhado e, depois de ter uma entrevista presencial, não fui aceite.

Ouvi relatos de pessoas que passam pelo mesmo — têm funções e habilitações equiparadas ao que é pedido, têm um feedback inicial positivo, mas quando os recrutadores percebem que são negras ou ciganas, não ficam com as vagas.

Também há o reverso do preconceito. Nos call centers, por exemplo, há muitas pessoas homossexuais, bissexuais e transgénero. Como estão atrás de um telefone, não faz mal.



Não penso em ter filhos. Sozinho já era complicado, com a minha companheira é ainda mais; e temos uma gata, com filhos seria a morte do artista. Se algum dia tiver condições, gostaria de adoptar ou apadrinhar uma criança numa instituição.

Continuo cheio de aspirações profissionais. A minha ideia é tirar um curso superior em Sociologia e trabalhar a dar formação.

Poder dar aulas mesmo. Ser professor.

Poder dar aulas mesmo. Ser professor.

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